
Bom dia...tarde...noite! Desculpem a ausência, mas é que não tenho tido tempo pra nada ultimamente...mas como ontem assisti a um filme que me empolgou demais, aqui estou...sem mais...aí está...
OLDBOY (2003) 





Meu Deus! Que experiência incrível assistir a Oldboy. É praticamente impossível pra mim conseguir escrever alguma coisa sobre esse filme. Chan-Wook Park entra pra minha lista de diretores preferidos e com maestria.
Mas o que é Oldboy? Pra tentar entender um pouco vamos a história. Oh Dae-Su é um homem normal, com uma vida normal, mulher, filha. Certo dia alguém o seqüestra e o prende num quarto aparentemente sem motivos, isolado de tudo e de todos, apenas com uma TV pra se manter informado e papel e caneta pra expressar o que sente. Detalhe, Dae-Su fica preso por 15 anos, sem saber quem o seqüestrou, muito menos o motivo. Não há mente que se mantenha sã nessas circunstâncias. Mas eis que um dia ele é solto sem maiores explicações e se vê induzido pelo próprio seqüestrador (além de sua sede de vingança) à encontra-lo.

A partir dessa premissa, no mínimo originalíssima, Oldboy se desenvolve de forma emblemática, e prende a atenção através de jogadas de câmera inteligentes e diálogos “Tarantinescos”, aliás, arrisco a dizer que Chan-Wook Park é o Tarantino asiático, pois deixa visível uma grande influência de produções de Tarantino no filme, tudo esta ali, os closes fechados nos personagens, as telas divididas, os letreiros na tela e é claro, as grandes reviravoltas no roteiro, mas acima de tudo, Chan-Wook consegue criar uma identidade própria, deixando a película longe de ser só uma cópia de seus filmes.
Sensacional também, é a atuação de Min-Sik Choi como Dae-Su, que consegue fazer rir com seu humor negro e em questão de segundos causa pânico total, numa atuação impecável, tornando a personagem principal num anti-herói dos mais complexos visto no cinema.

Oldboy surpreende a cada momento, seja pelo choque causado pela violência (que está aí também, mas não tão forte assim), que a aparece de forma nua e crua, seja em seqüências belas ou de tirar o fôlego, como a do “martelo”, seja em seus diálogos devastadores ou em seu final surpreendente e totalmente fora dos padrões, Oldboy em minha modesta opinião é perfeito, uma obra-prima que merece ser apreciada, mas que aviso, não desce redondo, é sofrível em certos momentos, o que torna a experiência mais desconcertante ainda.
Como eu disse, sem palavras para descrever Oldboy, se bem que até consegui encontrar algumas.
Bom dia, tarde, noite mais uma vez! Espero que estejam todos bem, pois eu estou ótimo (apesar da correria)...hoje estou voltando com um post de comentários vindo de minha insana mente...que aliás anda apaixonada pela vida e por tudo que há nela ultimamente...pq será que estou vendo tudo diferente?...rss...bom, sem mais, deixo pra vocês os comentários de...
A OUTRA FACE DA RAIVA (The Upside of Anger – 2005) 




E que bela surpresa tive ao assistir “A Outra Face da Raiva”. Aluguei ao filme sem compromisso algum, afinal a única coisa que tinha visto sobre o filme tinha sido seu trailer. E não é que fui pego desprevinido por um dos filmes mais tocantes do ano.
A ótima Joan Allen é Terry Wolfmeyer, uma mulher tranquila e doce, mãe de quatro belas filhas, Andy (Érika Christensen), Emily (Keri Russel), Hadley (Alicia Witt) e Popeye (Evan Rachel Wood) que é quem narra a história. Porém de um dia pro outro, seu marido desaparece sem qualquer explicação e Terry se vê lutando para administrar a súbita ausência do marido e dos inúmeros desentendimentos com suas filhas, recorrendo com freqüência (leia-se, o tempo todo) à bebida para controlar toda sua raiva e frustração. É quando entra em sua vida Denny (interpretado com grande sensibilidade por Kevin Costner), um vizinho charmoso e beberrão que passa a ser seu companheiro de copo, e mais que isso, uma escapatória para o seu sofrimento. Em meio a tudo, Terry ainda tem que lidar com o namoro de Andy com um cara mais velho (e sem escrúpulos), Hadley que aparece com uma “pequena surpresa” pra ela, Emily que só pensa na dança, da qual Terry é contra, e Popeye e seu possível namoro frustrado.

“A Outra Face da Raiva” porém é muito mais que apenas uma comédinha romântica, a começar pelo par principal, que ao contrario da grande maioria dos filmes do gênero é formada por duas pessoas bem e experientes tratando-se da vida, mas que descobrem algo a mais somente agora. E o longa acerta justamente ao não ser rotulável, já que vai da comédia ao drama e do suspense ao romance em questão de minutos, ao mesmo tempo em que é um filme divertido, por outro lado há um filme denso sobre a vida, o amor, e como nunca é tarde pra se aprender coisas novas, sensações novas.

Com destaque no bom elenco para a atuação cativante de Costner, “A Outra Face da Raiva” é um filme divertido e inteligente, que ganha nossa simpatia e nos faz torcer pelas suas personagens, mas acima de tudo é um filme profundo e real, como a vida.
Me despeço aqui...abraços e até mais...
Ouvindo... Blink 182 – Adam’s Song
Bom dia…tarde…noite… Peço desculpas a todos, mas não tenho tido tempo pra atualizar o blog, devido à muito trabalho e alguns problemas pessoais… Mas como não posso deixar o eRocks parado vou colocar aqui alguns trechos de críticas que batem com minha opinião sobre esse ótimo filme nacional, trata-se de:
QUASE DOIS IRMÃOS (2005) 



Direção: Lúcia Murat / Roteiro: Lúcia Murat e Paulo Lins

O filme trata da relação entre a classe média e a favela carioca, mostrada através de quase dois irmãos (não chega a tanto, mas é o que dá o título ao filme) – Miguel e Jorge – nos anos 50, 70 e hoje; Marcada pela música popular e entrecortada pela história política recente. Baseado em fatos reais, com roteiro de Lúcia Murat (que também dirige o longa) e Paulo Lins (de Cidade de Deus), o filme conta a origem do Comando Vermelho, que veio a dominar o tráfico de drogas nas favelas do Rio de Janeiro, mas mais do que isso, mostra uma reflexão política social de 50 pra cá no Brasil...

“Denso, ágil e bem-humorado na medida certa… Bauraqui impressiona pela versatilidade e Ciocler nos oferece uma atuação contida, sutil, convincente. Lúcia dá alivio cômico a barra pesada de sua história.” (Eduardo Simões – O Globo)
“A cena em que Jorginho (Flávio Bauraqui) tenta consolar o amigo Miguel (Caco Ciocler) é catártica e já entrou para antologia do cinema brasileiro.” (Eduardo Souza Lima – O Globo)

“Lúcia Murat construiu com rigor e sensibilidade uma fábula política que evoca o olhar militante de uma certa época do cinema latino-americano. Nos nossos dias, essa visão é ainda mais essencial, porque nos permite retomar a questão. Num momento onde os ideais políticos se transformaram na maior parte do mundo ocidental em simples utopias, deixando aos dirigentes a função de ditar o pensamento, o filme de Murat chega como um sopro de ar fresco. Com “Quase Dois Irmãos” a diretora agita a dinâmica social e política, nos propondo um discurso reflexivo e ferozmente cruel.” (Élie Castiel – Rédacteur Em Chef – Sequences – Montreal)
No próximo post volto com apenas comentários meus… abraços a todos…