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eRocks no ar desde 16/07/05





 Bom dia, ou seria boa tarde? Talvez boa noite? De qualquer forma, espero que todos que estejam lendo esse blog que vos fala estejam bem. Esse fim-de-semana foi meio fraco no quesito filmes, vi apenas o mediano ‘Be Cool’ e ao péssimo, ou diria ridículo, ‘Uma História Real’ (ainda não sei porque aluguei isso). Ontem vi ao ótimo Espanglês, porém hoje comento o desafiador...

 

O OPERÁRIO (The Machinist – 2004)

 

 

 Pense num homem que não dorme há um ano, pior, alguém que além de não dormir, praticamente não se alimenta durante esse período. Esse homem é Trevor Resnik (Christian Bale). A chocante degradação de sua saúde, física e mental, faz de cada momento de sua mente desperta um interminável estado de confusão, paranóia, culpa, ansiedade e terror. Seu único consolo desse pesadelo vivo vem de uma prostituta (Jennifer Jason Leigh), que se afeiçoou a ele. Quando anotações criptografadas em forma de “jogo da forca” surgem misteriosamente em seu apartamento, e quando alucinações com um colega de trabalho que ninguém vê (John Sharian) causam um terrível acidente na oficina, ele se lança em uma viagem para descobrir se tudo não passa de um elaborado plano para deixa-lo louco, ou se sua exaustão simplesmente destruiu sua racionalidade.

 

 

 ‘O Operário’ é um filme incômodo desde o começo até seu final, a começar pela espantosa forma física de Christian Bale, que se empenha de tal forma para a realização do filme, que chega ao incrível peso de 55Kg. Levantando a pergunta, até que ponto um ator deve ir para fazer um personagem? Nesse caso, a aparência de Bale, por si só, já incomoda, mas com a adição da situação em que vive Trevor, esse incômodo fica maior a cada momento. Brad Anderson comanda o filme da forma mais correta possível, sem procurar extravasar a tensão, de forma parecida com a vista em ‘Amnésia’ de Christopher Nolan, e mantém o suspense, apesar do final, digamos, previsível, mas que se revela não tão previsível assim. Aliás, o que difere o filme do estilo de ‘Amnésia’, é justamente isso, enquanto no longa de Nolan o fato de estar totalmente “perdido” era fundamental, aqui Anderson não se preocupa em esconder seu desfecho, apenas camufla alguns detalhes, sem deixar de fazer com que funcione.

 

 

 O roteiro de Scott Kosar é bem amarrado, sem espaços pra furos, o que é muito bom, porém chega a ser exaustivo em certos momentos, o que pode espantar alguns, mas consegue ganhar fôlego na “espera por um final eminente”. Sem dúvida Bale acaba se destacando até mais que o próprio filme, o que não desmerece o longa que sem ele seria três estrelas, mas que graças a sua magnífica atuação soma muitos pontos na nota final. Mas que é impressionante saber que o homem visto no filme, viria a se tornar o novo Batman, isso é...

 

 É isso, uma ótima semana a todos... (aderindo a moda) Ouvindo: The Used – Let It Bleed.

- Postado por: Rafael Santos às 14h54
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 Olá amigos e amigas visitantes! Espero que tudo esteja nos conformes com todos. Como vocês podem ver o eRocks está de cara nova, é minha estréia no mundo da criação de templates, portanto os eventuais erros vão sendo corrigidos aos poucos. Aliás, gostaria que vocês comentassem sobre o layout... Bom, nesse feriadão tive a oportunidade de ver dois filmes, o “simpático” filme brasileiro ‘Mais Uma Vez Amor’ e o ótimo ‘O Operário’, que comentarei aqui em breve, e ainda revi o clássico ‘Scarface’ de Brian DePalma. Porém o comentado de hoje não é sobre nenhum desses, hoje deixo pra vocês um comentário que já está feito a algumas semanas...

 

DANNY, O CÃO (Danny, The Dog / Unleashed - 2005)

 

 

 Para explicar melhor o filme, vou tecer um paradoxo. Imagine um cão, digamos um Pitbull, raça que muitos dizem ser agressiva. Se ele for induzido a ser agressivo, pelo seu próprio dono, a uso de violência, com certeza ele se tornará assim, obedecendo apenas a seu dono, a quem por medo ele é fiel. Porém se tratado com amor, carinho, ele pode muito bem ser o cão mais dócil do mundo. Pois essa é a questão levantada no filme, porém com um detalhe, o cão do título é um homem.

 

 

 Bob Hoskins é Bart, chefe de uma quadrilha que trata Danny (interpretado com grande sensibilidade por Jet Li), como um cachorro desde pequeno, privando-o do mundo externo e tendo-o sempre numa coleira e transformando-o em um matador, num verdadeiro cão de caça humano e utilizando-o para fazer cobranças e lutas por dinheiro.

 Certo dia, Danny conhece por acaso Sam (o incansável Morgan Freeman), um cego tocador de piano, e acaba tomando gosto pela música, é quando um acidente acontece e ele vê abrigo nos braços do músico, e conhece o amor através de Victória (Kerry Condon).

 Louis Leterrier faz um belo trabalho, mostrando Danny “aprender a viver”, e leva o filme de modo cativante nas cenas de mais teor dramático, pra arrebentar (literalmente) nas cenas de ação, coreografadas pelo ótimo Yuen Wo Ping (Matrix, Kill Bill) e com a execução sempre perfeita de Jet Li. Jet Li aliás, que consegue chamar a atenção do público com seu carisma já habitual e contracena muito bem ao lado de Morgan Freeman, criando um relacionamento de pai pra filho mesmo.

 

 

 Porém se o filme tem vários acertos, também tem alguns erros, inclusive mostrando uma certa ingenuidade exagerada de um homem cego levar alguém que nem conhece pra dentro de sua casa sem nem perguntar de onde vem, ainda mais com uma garota em casa. Há também personagens que só aparecem pra criar situações de luta com Jet Li, como na luta final por exemplo em que a personagem é muito mal aproveitada, aliás, de onde veio aquele cara?

 De toda forma, ‘Danny, o cão’ mostra-se uma boa diversão, aliada a um roteiro interessante. Mais um ponto para Luc Besson, que sempre nos brinda com boas produções, os cinéfilos agradecem.

 

 É isso pessoal, ótimo fim-de-semana a todos e até mais...



- Postado por: Rafael Santos às 15h13
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 Olá a todos! Primeiramente gostaria de agradecer aos mais de 100 comentários já recebidos em menos de 2 meses do novo eRocks, obrigado mesmo, isso só me incentiva a continuar. Este fim de semana foi excelente na questão dos filmes assistidos por mim, na sexta finalmente vi o premiado “O Aviador”, que com méritos foi indicado ao Oscar®, e que apesar de ser ótimo, na minha opinião não poderia ganhá-lo dessa vez. Vi também o excelente “Mar Adentro” de Alejandro Almenábar, simplesmente indescritível, sensacional. Porém, resolvi não comentar nenhum dos dois, já que há comentários às pencas dos dois, e apresento pra vocês um filme que fatalmente será assistido por poucos, por se tratar de um filme alternativo e independente, estou falando de...

 

O MUNDO DE LELAND (United States Of Leland - 2004)

 

 

 Primeiramente tenho de dizer, mais uma vez, que se trata de um filme alternativo, e que consequentemente não agrada todas platéias, principalmente os acostumados com o cinema comercial. Dessa forma devo acrescentar que comento o filme na posição de um fã do cinema alternativo e independente, e só.

 No filme conhecemos Leland (Ryan Gosling), um aparentemente normal rapaz de 15 anos que impressiona sua pacata e suburbana cidade com um crime intrigante. Ele é enviado a um internato juvenil, onde conhece Pearl (o cada vez melhor Don Cheadle), um professor e aspirante a escritor que sonha em transformar sua história em livro. À medida que Pearl se aprofunda na vida de Leland e das pessoas que fazem parte dela – Sua mãe (Lena Olin), seu pai, um escritor famoso e arrogante (o sempre ótimo Kevin Spacey), e sua problemática namorada (Jena Malone) -  ele descobre o perturbador “motivo” de Leland.

 

 

 De modo simples e sentimental, o longa desenvolve na tela uma leitura do mundo e seus dilemas, vistos de vários pontos de vista, e mostra seus personagens por inteiro, todos bem trabalhados e representados de maneira muito competente pelo ótimo elenco, e ainda nos apresenta Ryan Gosling que mostra um grande talento ao criar com sensibilidade um personagem com que o público se identifique.

 Matthew Ryan Hoge Dirige de forma a manter um certo ar de suspense e vai revelando aos poucos o seu desfecho, pecando apenas em alguns momentos em que chega a se repetir, mas não chega a atrapalhar graças a ótima edição.

 Prepare-se para pensar bastante na vida após assisti-lo, pois é inevitável. Você passa por um momento de reflexão durante toda projeção, que continuará por algumas horas, e os belos diálogos ficaram procurando respostas dentro de sua cabeça. Terminando com um final surpreendente e controverso, ‘O Mundo de Leland’ é, como já disse, uma filme para uma platéia específica, mas que com certeza deixa o espectador satisfeito com o que vê, não chega a ser uma obra-prima, longe disso, mas é um belo filme independente.

 

 É isso, ótima semana a todos e até mais...



- Postado por: Rafael Santos às 12h47
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