
Bom dia a todos! Peço desculpas pela ausência, passei por alguns baixos, mas já estou no alto novamente, e pronto pra voltar a “programação normal”. Hoje falando de um filme polêmico e surpreendente, que com certeza vai ficar guardado num cantinho da sua memória...
O LENHADOR (The Woodsman – 2004) 




Pedofilia. Um assunto no mínimo delicado, difícil até mesmo pra se comentar. O que leva uma pessoa a cometer tal ato, isso é uma doença? E se é, tem cura?
É exatamente nesse ponto que ‘O Lenhador’ toca, é possível uma pessoa assim se recuperar por completo?

Walter (Kevin Bacon), é solto após cumprir 12 anos por abusos a crianças. Com um emprego novo, conseguido graças a um velho amigo, já que sem isso seria bem difícil conseguir algum trabalho, e com uma nova namorada (Kyra Sedgwick), ele tem a chance de recomeçar sua vida, o que não é suficiente para que seus fantasmas do passado desapareçam. Morando em frente a uma escola e com o detetive (Mos Def) que supervisiona sua condicional na sua cola, Walter viva pra tentar esquecer o passado e se tornar uma pessoa “normal”.
Além da luta psicológica com ele mesmo, Walter ainda tem que enfrentar o preconceito e o medo da sociedade, o que torna o filme uma experiência carregada, tensa, onde Nicole Kassel (Diretora e Roteirista), faz questão de não aliviar em momento algum, incomodando do início ao fim.

Kevin Bacon nos presenteia com uma atuação magnífica, nos fazendo torcer, hora a seu favor, hora contra, e transforma Walter numa das figuras mais tridimensionais do cinema dos últimos anos, totalmente imprevisível. Acompanhado de um elenco competente, com Kyra Sedgwick fazendo de forma competente seu “pilar” na busca pela “salvação”, e Mos Def, que merece destaque ao criar um policial, também marcado por eventos passados, que mostra todo seu ressentimento e dor numa cena belíssima em que a câmera passa de rosto pra rosto, criando uma tensão incrível.
O longa mexe no assunto de tal forma que eu nunca havia visto em nenhuma outra produção, pelo que me lembre, e o que é melhor, sem medo, fazendo um filme pra se refletir, com diz Walter em certo momento, “qual a pior coisa que você já fez?”. Com um final inteligente, que se inicia numa cena reveladora e surpreendente, ‘O Lenhador’ em esquecer alguns momentos que mereciam pelo menos um desfecho em algum lugar, mas nada que atrapalhe. Uma obra como essa deve ser aplaudida de pé, não só pela coragem, mas pela competência.
É isso pessoal, uma ótima semana a todos, até mais...
Devido a problemas pessoais, talvez eu não consiga comentar nenhum filme essa semana, mas creio que voltarei semana que vem com a programação normal de pelo menos dois filmes por semana, de qualquer forma deixo minhas desculpas, boa semana a todos e até mais...
Olá a todos! Finalmente chega a sexta-feira, dia de sair, encher a cara e só voltar pra casa quando o dia raiar....ta bom, não cheguemos a tanto....
Hoje não vou comentar um filme tão expressivo, nem nada, até porque não assisti a nenhum filme essa semana (aleluia irmão!), então deixo um que assisti semana passada e que fatalmente não teria seu espaço aqui, não fosse a escassa semana que passou...
VOZES DO ALÉM (White Noise – 2005) 



FVE (Fenômeno da Voz Eletrônica), é a gravação de vozes e imagens dos mortos, usando aparelhos receptores. Identificado em 1939, e agora objeto de pesquisa científica no mundo todo para finalmente provar se existe a comunicação com os mortos. É nessa premissa que gira a história do filme. Michael Keaton é Jonathan Rivers, um arquiteto que vive feliz ao lado da segunda esposa, a bela escritora Anna Rivers (Chandra West) e seu filho. Porém quando ela é dada como morta, a vida de Jonathan se transforma num pesadelo. Ele entra em desespero, até que um estranho chamado Raymond (Ian Mcneice) se aproxima dizendo ter feito contato com a falecida esposa através de ondas de rádio. A partir daí, coisas estranhas começam a acontecer e Jonathan se vê no meio de fenômenos assustadores.

O filme mantém um bom suspense, apesar de várias, e repito, várias brechas no roteiro, e o diretor Geoffrey Sax consegue segurar bem as pontas, pra conseguir manter o espectador ligado na trama. Como em (quase) todo filme do gênero, os sustos, seja com sombras passando atrás do protagonista, ou com o aumento no tom da trilha sonora, estão aí, pegando os mais desavisados.

É claro, o filme cai nos clichês, pondo Jonathan na busca por salvar pessoas que ele nem conhece, etc, mas nada de mais pra quem busca, realmente uma fita como essa, e está atrás apenas de alguns sustos. Keaton não atrapalha em nenhum momento, até porque não tem a chance, e até tenta dar um ar mais tridimensional a personagem, coisa pouco explorada por Sax.

Apesar da trama batida, Vozes do Além consegue agradar sem chatear demais, e chega até a tentar mostrar algo novo no começo, mas depois cai no ‘mais do mesmo’. Olhando com vista grossa posso dizer que gostei do desfecho, que apesar de deixar um buraco no filme, tem até uma certa relevância. No final podemos dizer que o longa é aceitável, esquecível, mas que serve pra quem procura apenas um suspense, mesmo sendo um filme que já estará esquecido daqui uma semana.
Olá meus caros amigos e amigas visitantes, depois de um fim de semana prolongado aqui em minha cidade, graças ao aniversário da minha querida Sorocaba nessa segunda, venho lhes deixar mais um comentário. E dessa vez falo sobre o filme que eu tanto procurava, já antigo, mas que com certeza vale a pena conferir, então, sem mais introduções...
KUNG-FU FUTEBOL CLUBE (Shaolin Soccer – 2001) 




Desde que assisti ao ótimo Kung-Fusão, não via a hora de ver o outro filme de Stephen Chow, Shaolin Soccer, porém não encontrava em nenhuma locadora aqui de Sorocaba. Foi quando, por coincidência, estava eu olhando alguns DVDs de um conhecido e qual vejo entre eles? Isso mesmo, o próprio, pra minha surpresa. Depois de DVD adquirido, a ansiedade era grande e lá vou eu pra assistir ao tão esperado (por mim) filme.

Começa o longa, com uma introdução simples, beirando o melodrama. Somos apresentados a Fung, antes chamado de “Perna de Ouro” e agora, jogador aposentado, é um técnico sem time que é humilhado pelo dono do “Time do Mal”. Logo depois conhecemos Sing, um decadente porém habilidoso discípulo do Kung-Fu Shaolin, que tem um poderoso chute. A partir daí vemos algumas tiradas inteligentes, otras que não dão tão certo assim, mas a maioria muito bem pensada, como a sátira a “Thriller” de Michael Jackson por exemplo.

Mas o filme começa mesmo quando eles resolvem montar um time de futebol usando as artes do Kung-Fu Shaolin, chamando seus 5 irmãos, também mestres da arte, para formar um time, no mínimo muito estranho. Assim como em Kung-Fusão, os efeitos estão de encher os olhos e são usados para o bem do roteiro e não apenas como artifício barato. Stephen Chow cria tomadas inteligentes, mostrando ser um grande comediante, tanto como roteirista, diretor, quanto ator, tendo um timing cômico de dar inveja em muitos comediantes de Hollywood.

Em Kung-Fusão a ação é um componente tão importante quanto a comédia, já aqui ela fica um pouco de lado e é impossível não rir. Com certeza Chow evoluiu bastante desse Shaolin Soccer para Kung-Fusão, mas aqui ele já demonstrava um talento enorme, fazendo um filme divertido e inteligente, bem melhor que a maioria das comédias americanas que em grande parte, parecem mais uma produto pré-estabelecido que eles só mudam a embalagem e mais nada. A inovação é sempre importante numa comédia e Shaolin Soccer consegue cumprir seu objetivo de fazer rir com seu humor inesperado. Ótima diversão.