
Olá caros amigos e amigas, tudo bem com todos? Sem mais delongas, a pedidos, deixo pra vocês...
A QUEDA! AS ÚLTIMAS HORAS DE HITLER (2004) 





A Queda mostra os últimos dias de Adolf Hitler no poder e conseqüentemente de sua vida. O longa começa com um depoimento de Traudl Junge retirado do fascinante documentário Eu Fui a Secretária de Hitler. A partir daí, voltamos a 1943 e vemos a contratação da garota por um Hitler afável e paciente, e logo a seguir somos levados dois anos e meio a frente, quando, então, reencontramos os personagens durante o cerco russo a Berlim. Lugar tomado pelo caos onde os próprios civis já se tornaram soldados, inclusive crianças e idosos a mando de Hitler. De um “Bunker” situado abaixo da capital alemã, Hitler passa seus comandos na tentativa de manter a cidade.

Ao mesmo tempo, o roteiro de Bernd Eichinger acompanha outros personagens, como o pai que tenta convencer o filho a abandonar o posto de soldado que lhe havia sido conferido; o general que, depois de ser condenado à morte por traição, apresenta-se a Hitler para se defender e acaba ganhando a tarefa ingrata de defender Berlim (o que o leva a questionar se não teria sido melhor ser executado); e o médico que, não agüentando o sofrimento dos civis, arrisca a vida para buscar medicamentos em uma parte da cidade tomada pelos russos. Assim, A Queda mostra que mesmo entre os oficiais nazistas havia indivíduos capazes de gestos nobres. O filme todo tem uma densidade dramática grande, tornando o filme incômodo, provocando vários tipos de reações do público, indo do espanto até a comoção. É impossível sair depois de assisti-lo e se sentir totalmente bem. E é no mínimo surpreendente ver um Hitler tão frágil em certos momentos, mostrando sua face humana, quase deteriorada por sua insanidade, numa interpretação espetacular de Bruno Ganz que faz na minha opinião o melhor trabalho de sua carreira.

O diretor Oliver Hirschbiegel praticamente nem cita o holocausto no filme, porém realmente não é preciso já que o cineasta prefere mostrar mais o ser que foi Hitler, mostrando inclusive que os próprios alemães sofreram em sua mãos e de certa forma por própria culpas deles, como cita em certa momento o repulsivo Goebbels: 'O povo nos deu um mandato. E agora está pagando por isto!'. Hirschbiegel aliás, dirige de forma cadenciada o filme e nos coloca no meio dos fatos, criando cenas de guerra que parecem verdadeiras e terminando de forma densa e dramática como é praticamente todo o filme.

A Queda! não é um filme fácil de se comentar, mas resumindo, tem talvez as melhores atuações que vi num filme só nesse ano, junto com um roteiro bem trabalhado, enxuto, resultando num dos filmes dramáticos com mais impacto do ano, vale muito a pena.





Fui a locadora nesse fim-de-semana, atrás de um filme curto, pois minha “agenda” estava lotada e não sobrava muito tempo para filmes, mas como meu vício não me deixa em paz, você sabe né.
Pois ao chegar me deparei com pouquíssimos filmes novos e a maioria eu já havia visto, foi quando vi “Ray”, cinebiografia da lenda Ray Charles. Pensei, “sorte minha”, porém vi que o filme tinha quase duas horas e meia de duração, melhor deixar pra outro dia. Foi quando chegou as minhas mãos “Hitch: Conselheiro Amoroso”, pensei, “não deve ser grande coisa, mas é o que tenho”. Lá fui eu pra casa com a comédia romântica em mãos. E pra minha surpresa, o que vejo? Um filme divertido, inteligente e que consegue despertar o interesse do espectador.

Will Smith é Alex Hitchens, o melhor conselheiro amoroso de Nova York. Amor é sua especialidade e ele lhe garante que você pode ficar com a garota de seus sonhos em apenas 3 encontros. E é exatamente o que acontece quando Albert Brennaman (o astro de TV Kevin James da série “The King of The Queens”) conquista – com a ajuda de Hitch – o coração de uma herdeira da alta sociedade, Allega Cole (a modelo Amber Valleta). Mas quando a colunista de um jornal, Sara Melas (Eva Mendes), decide desvendar o secreto esquema de conquistas, ela acaba descobrindo que Alex Hitchens, o cara charmoso com quem anda saindo, é o lendário “Doutor do Amor”.

Will Smith consegue voltar – ainda que nem tanto – aos velhos tempos e cria um personagem que ganha o carisma de todos, e que ao lado do Albert de Kevin James, protagoniza as melhores cenas do longa – as mais engraçadas com certeza. O par romântico soa verdadeiro, o que é um ponto importantíssimo se tratando de um romance, mas o que mais chama a atenção são os diálogos inteligentes e bem dirigidos por Andy Tennant, o que pra mim, é um diferencial nessa produção.

É claro, o filme tem seus pontos baixos, alguns clichês que se vê sempre no gênero, mas nada que estrague a diversão, principalmente ao lado da pessoa amada. E é bem legal ver Will Smith fazendo seu estilo despojado de antigamente – ainda que sua forma física atrapalhe um pouco, já que não é mais aquele magricela de antigamente.
Olá amigos visitantes, muito obrigado pela receptividade que o blog vem tendo, isso só me anima mais a continuar fazendo meus comentários sobre filmes. Gostaria que vocês comentassem, dessem opiniões de como posso melhorar o blog e lógico, mais do que nunca, criticassem, pra assim poder crescer. Já aceitando uma sugestão resolvi falar um pouco mais de mim, por isso acima de cada post falarei um pouco de mim e da minha vida.
Como vocês sabem, meu nome é Rafael Santos, vim ao mundo a 19 anos atrás sou capricorniano etc, etc. Tenho um pequeno vício por filmes, como podem perceber, mas acima de tudo gosto de toda e qualquer arte, música inclusive bate de frente com o cinema.
Mas falando sobre filmes, semana passada assisti a um , quer dizer, um não, vários...mas apenas alguns chamam a atenção, e um deles é esse que vou falar aqui hj...espero que gostem...
ONG-BAK: GUERREIRO SAGRADO (2003) 




Filme Tailandês que saiu direto em DVD por aqui e que traz na capa a estampa, “a Ásia manda seu novo dragão”, se referindo-se a Tony Jaa como o novo Bruce Lee, e ainda, “sem dublês, sem efeitos especiais”.
Pois digo, tudo dito acima é verdade. E digo mais, há tempos não me empolgava tanto com um filme de luta, nesse estilo de combates (tipo Kickboxer e por aí vai).

Pra começar, devo dizer, Tony Jaa, o jovem ator que protagoniza o filme é realmente excepcional no que diz respeito as artes marciais, e com certeza vem pra ser um novo Jet Li do cinema. Mas vamos ao filme.
A história é a mais batida do gênero. Uma peça de valor histórico e sentimental (no caso a cabeça do Buda, a Ong-Bak) é roubada da vila e Booting (Jaa) vai pra cidade recupera-la para trazer a paz de volta a vila. Mas também, devo dizer, que a história não é mais do que uma premissa para vermos as acrobacias de Jaa, e acredite...funciona.

O filme abusa dos replays, porém em sua maioria eles são bem-vindos, mostrando a cena de vários ângulos, bem legal. O diretor Prachya Pinkaew mescla cenas de ação ininterrupta com algumas piadas no meio, deixando o filme uma experiência bem divertida e ainda monta uma das cenas mais legais que vi no ano na perseguição (a pé) pelos becos da cidade, além da “destruidora” luta com “cachorro-louco”, a divertida introdução e o final clássico dos filmes de artes marciais, com a “grande” luta.

Ong-Bak é uma ótima pedida pra quem busca diversão e pancadaria de um um modo bem diferente e bem mais real do que se vê nos atuais filmes hollywoodyanos, tudo num ritmo alucinante de tirar o fôlego. É a Ásia mostrando que não precisa dos efeitos de Hollywood pra fazer um filme empolgante, até melhor.



Marco Ricca é Romeu, corinthiano fanático, líder da torcida alvi-negra. Luana Piovani é Julieta, jogadora do time de futebol feminino do Palmeiras, filha do membro do conselho palmeirense e fanático torcedor alvi-verde interpretado por Luís Gustavo.

Eles se conhecem após Julieta sofrer um pequeno acidente com fogo e ir ao oculista – Romeu. Nem preciso dizer que eles se apaixonam e que as famílias, como são de torcidas rivais, ele se vê obrigado a se fingir de palmeirense pra ganhar a confiança do sogrão.

No decorrer do filme vemos várias piadinhas surgirem, poucas funcionam, diga-se de passagem, deixando espaço para vários clichês do gênero. Não chega a ser um desatre total, graças a Marco Ricca, que consegue retratar bem a “sinuca de bico” que seu personagem está, e de Luís Gustavo, que apesar de um pouco caricato até, se sai bem.
