
MENINA DE OURO (2004) 





Como descrever Menina de Ouro? Um filme que começa como um conto de fadas, passa pela realidade, nua e crua, e termina de forma extremamente perturbadora, essa é definitivamente Menina de Ouro, filme ganhador do Oscar de Melhor Filme, além de direção com Clint Eastwood, Atriz com Hilary Swank e Ator Coadjuvante para Morgan Freeman.

Aqui somos apresentados a Frankie (Eastwood), treinador experiente que se vê incomodado pelas inúmeras tentativas de Maggie (Hilary) de tentar convencê-lo a treina-la coisa que ele não faz por, segundo ele, não treinar mulheres. Após muitas insistências - e uma ajudinha de Eddie (Freeman) , boxeador aposentado e ajudante de Frankie no ginásio - finalmente começa a treina-la, transformando-a numa lutadora vencedora.

As lutas são bem montadas e bem dirigidas por Clint, como aliás está o filme todo, mas o diferencial está mesmo na relação de seu personagem com a de Hilary, demonstrando uma afeição de pai pra filha, com ternura e sem perder o bom-humor. A primeira metade do filme fica por conta do desenvolvimento dos personagens, já a segunda reserva a grande parte dramática, bem mais densa do filme, que culmina num final surpreendente e que com certeza emociona.

Clint comanda o filme todo com a habitual habilidade que tem, e mostra evolução maior tanto como diretor quanto como ator, aceitando inclusive que o tempo passou e que ele não é mais aquele jovem de antes. Hilary Swank mostra que realmente é uma excepcional atriz e faz um trabalho cativante que com certeza mereceu o Oscar. Morgan Freeman continua o mesm bom e velho Freeman, tanto na sua atuação simples e imponente ao mesmo tempo, quanto na sua narrativa que em momento algum atrapalha, pelo contrario, evidencia ainda mais o filme. Menina de Ouro é sem dúvida um dos melhores do ano e merecedor dos prêmios que recebeu, pois junta todas características necessárias para uma obra-prima do cinema, sem dúvidas.
SIDEWAYS - ENTRE UMAS E OUTRAS (2004) 





Imagine um filme divertido e ao mesmo tempo dramático, empolgante e depressivo por iguais, esse é Sideways de Alexander Payne.

Payne consegue criar uma atmosfera que vai da comédia ao drama sem deixar brecha alguma, prendendo do inicio ao fim numa viagem deliciosa. E o filme começa justamente assim, Miles interpretado pelo ótimo Paul Giamatti, é um sujeito depressivo, que combina uma viajem de despedida de solteiro para o amigo, Jack numa atuação hilária de Thomas Haden Church. No roteiro está percorrer o estado do vinho provando tanto quanto puder e se divertirem o quanto conseguirem (essa parte fica mais com Jack...).

E essa simplicidade que faz de Sideways um filme muito mais tridimensional do que parece. Vemos durante a viagem o amadurecimento dos dois que, sendo totalmente diferentes um do outro, acabam aprendendo mutuamente também. Enquanto Miles só quer seguir o roteiro e beber quanto vinho puder, Jack só pensa em transar antes do casamento, e é aí que as coisas se complicam, na tentativa de arranjar alguém, não só pra ele, mas também para o amigo introvertido - até demais emcertos momentos - o que se vê é uma sucessão de confusões criadas por Jack e que sempre sobram para Miles concertar - como na cena mais hilária do filme em que Miles vai atrás da carteira "perdida" por Jack.

Sideways é uma viajem em que se toma todas e mesmo assim se chega são ao final, final aliás que deixa um espaço pra sua imaginação trabalhar um pouco. Na minha opinião o melhor filme do ano.
EM BUSCA DA TERRA DO NUNCA (2004) 




Fantástico! Em Busca da Terra do Nunca é uma viagem excepcional pelo mundo imaginário de James Matthew Barrie, o criador da obra-prima chamada Peter-Pan. Quem nunca ouviu tal história quando era criança?

No começo vemos que Barrie, interpretado belissímamente por Johnny Depp (porém um trabalho inferior ao visto em Piratas do Caribe), está numa encruzilhada em sua carreira. Sua última peça foi um fracasso e ele se vê sem inspiração para uma nova. É quando conhece Sylvia Llewelyn Davies, também numa atuação magnífica de Kate Winslet, uma viúva e seus filhos Michael (Luke Spill), George (Nick Roud), Jack (Joe Prospero) e Peter (Freddie Highmore) que viria a se tornar a inspiração para Peter-Pan.

Barrie começa então uma amizade fora do comum com a família, o que chama a atenção da sociedade já que ele passa mais tempo com Sylvia que com su mulher Mary (Radha Mitchell). A principal opositora dessa amizade é Emma Du Maurier, mãe de Sylvia interpretada com segurança por Julie Christie. Dustin Hoffman aparece menos com Charles, o dono do teatro, mas sem deixar de ser notado.

Vemos no filme toda inspiração tomada por Barrie nos momentos com os garotos, todos diga-se de passagem, muito bem trabalhados pelo diretor Marc Forster. filme ganha em dramaticidade nos momentos certos, chegando a comover mesmo no seu final, sem estragar a fantasia. A última cena, na minha opinião, fecha com maestria a produção numa conversa inspiradíssima do garoto Peter com Barrie numa demonstração de extrema competência tanto por parte de Depp quanto do pequeno Freddie. Com uma trama bem amarrada, que peca apenas em alguns momentos por se tornar um pouco lenta, mas que se corrige nesses momentos pela magia, Em Busca da Terra do Nunca é um filme de encher os olhos que com certeza vai avivar sua imaginação.
GUERRA DOS MUNDOS (2005) 



Primeiramente quero dizer que estou escrevendo ainda no calor do momento, acabei de assistir ao filme e a primeira expressão que me veio ao subirem os créditos foi: "Putz!!! Como pode os ETs serem tão burros?!?!". Logo depois pensei: "Como pode Spielberg estragar, assim, nos 5 minutos finais o que poderia ser mais uma de suas obra-primas?".

Bom, voltemos ao começo. Temos a introdução apresentando as personagens: Ray (Tom Cruise), um operador de guindastes que fica com a missão de cuidar de seus filhos, Rachel (Dakota Fanning) e Robbie (Justin Chatwin) enquanto sua ex (Miranda Otto) sai de "férias" com seu atual marido. Após isso já damos de cara com o "acontecimento" que vai crescendo rapidamente. Spielberg acerta ao nos jogar no meio do fogo cruzado já no começo, surpreendendo com suas cenas antológicas já de cara. Vale dizer que o primeiro erro do roteiro já acontece no começo, repare na câmera funcionando na mão da primeira vítima dos tripods.

Desde o começo vemos que Spielberg continua um ótimo diretor, como na espetacular sequência em que a câmera está dentro do carro, passa p/ fora, faz a volta no carro, passa pelos outros carros da rua e volta p/ dentro, genial. Spielberg também acerta ao levar o filme mais pro lado psicológico que pra ação própriamente dita e trabalha muito bem mostrando os conflitos da mente humana sob circunstâncias, digamos, nada agradáveis, como na aparição do homem refugiado em um porão (o ótimo Tim Robins) que já está enlouquecendo com a situação. Tom Cruise se destaca, interpretando muito bem um pai que luta p/ conseguir trazer seus filhos pra perto de si, ao mesmo tempo que precisa lhes salvar a vida. Já Dakota Fanning e Justin Chatwin não são tão exigidos. Os efeitos especiais, como não podiam deixar de ser estão excepcionais, confundindo-se com a realidade, o que é um ponto muito forte numa produção como essa.

Depois de tantos elogios, você me pergunta, porque apenas 3 estrelas? Simples, vem os 5 minutos finais. Spielberg abusa da nossa inteligência, achando que alguém que assista ao filme vá se conformar com tal final. Como pode um raça tão inteliente - como é dita - sucumbirem de forma tão banal? Afinal, se eles planejaram atacar-nos por tanto tempo como é dito, como não pensaram naquilo? Bom, é melhor parar por aqui pra não dizer mais nada. É, pelo jeito Spielberg está perdendo a mão com o tempo e como nas suas últimas produções sempre nos minutos finais.
Olá a todos, sejam bem-vindos, pra quem já conhece o eRocks, estamos de volta, pra quem ainda não conhece, o eRocks é um blog feito por alguém que adora filmes, pra gente que também adore filmes, aqui estarei colocando links para trailers, farei pequenas resenhas (pois não sou crítico) apenas comentando sobre novas produções e outras nem tanto, novidades sobre o mundo dos filmes, etc. Espero que gostem. O eRocks está de volta, em um computador perto de vc! (ôh clichê...)
E pra começar, deixo pra vcs a resenha desse divertidíssimo filme (as notas vão de uma estrela
, até cinco 



sendo:
Ruim 
Regular 

Bom 


Ótimo 



Excelente) :
KUNG-FUSÃO (2004) 




Trailer (clique aqui p/ assistir)

Já havia me surpreendido com Herói e O Clã das Adagas Voadoras, que mostraram a nova força dos filmes de kung-fu da atualidade, e com Kung-fusão o cinema asiático mostra que tem um humor incrivelmente hilário (humor que já tinha sido mostrado, porém bem mais modesto em Zaitochi).

O filme conta a história de um pequeno bairro chinês na década de 1940 que, por ser muito pobre, ainda não chamou a atenção da temida Gangue do machado, responsável por toda a atividade criminosa do local. Ao mesmo tempo em que os bandidos começam a se interessar bairro, um Zé Ninguém chamado Sing (Stephen Chow) tenta a todo custo integrar os quadros da gangue, enquanto aplica pequenos golpes para sobreviver. Quando a turma do machado tenta invadir o vilarejo pela primeira vez, no entanto, três pacatos habitantes revelam-se mestres de kung-fu e partem para defender sua gente.

O que mais surpreende o espectador é realmente as sátiras que aparecem do inesperado, tudo num clima de desenho-animado, mostrando que o impossível não existe ali, indo desde personagens que correm como ninguém (no estilo papa-léguas e tudo), à outros que com um grito devastam um exército inteiro.

O filme realmente surpreende e foge do acaso, você ri o tempo inteiro, e o que mais me deu vontade foi de assistir ao outro filme do ótimo Stephen Chow (Shaolin Soccer, 2001), que infelizmente não consigo achar em lugar nenhum, mas que ouvi dizer ser tão bom quanto esse ótimo Kung-Fusão.